Bancos sofrem alta de 60% em condenações por fraudes; saiba como defender
As instituições financeiras fazem parte de praticamente toda a rotina da economia brasileira, atendendo tanto pessoas físicas quanto jurídicas, e exercem influência direta na execução das políticas monetárias. No entanto, apesar dessa relevância estrutural, tais organizações não estão isentas de vulnerabilidades operacionais e litígios jurídicos.
É o que indica um levantamento inédito realizado pela Turivius, plataforma de inteligência artificial focada no ambiente jurídico, por meio de seu assistente de IA, o GPTuri. A pesquisa, que analisou 124 decisões judiciais proferidas entre 2021 e 2025, apontou que a taxa de condenação das instituições financeiras em casos de fraude saltou de 40% no biênio 2021-2022 para 60% no período de 2024-2025.
Diante de um cenário em que os bancos são cada vez mais responsabilizados por fraudes, o risco de segurança deixou de ser um mero detalhe operacional e se tornou uma ameaça central para o balanço financeiro das companhias, exigindo um novo olhar sobre o provisionamento de perdas. Para enfrentar essa realidade, a análise da jurimetria consolida-se como uma ferramenta estratégica poderosa na estruturação das defesas dessas instituições.
Ainda de acordo com o levantamento da Turivius, do total de condenações identificadas, 35% estão diretamente relacionadas a golpes envolvendo o Pix. Logo em seguida aparecem as disputas por empréstimos não contratados, com 24%, e as fraudes com cartões de crédito ou débito, que representam 23% dessas ações judiciais. É justamente nesse ponto que a jurimetria se torna essencial para que os bancos consigam mapear os cenários de risco e tomar decisões baseadas em dados concretos, mitigando o uso da intuição.
Por meio da interpretação de estatísticas e do cruzamento de informações processuais, as instituições e seus respectivos escritórios de advocacia parceiros podem definir, com maior precisão, o momento ideal para propor um acordo entre as partes ou para manter a contestação judicial das acusações.
Diante desse salto nas condenações sofridas por instituições bancárias, resta o questionamento se a exigência judicial de prova de segurança sistêmica, além do rito formal, e o entendimento sobre as normas do BC são o suficiente para gerar um escudo processual eficiente.
— Portal Análise