Empresas e o combate a fake news para proteger reputação e consumidores
Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje), 50% de 62 organizações pesquisadas já foram alvos da publicação de fake news. E o efeito é duradouro. “Com a disseminação em redes sociais e sites, o impacto da desinformação pode durar para o resto da vida, com o ressurgimento do conteúdo falso sempre que a empresa for pesquisada na internet”, diz Elisa Prado, professora do master em comunicação empresarial e transmídia da ESPM e integrante do conselho consultivo da Aberje.
Com isso em mente, ela aposta na prevenção para o combate às notícias falsas — estratégia que começa com o monitoramento das redes sociais e de outros canais.
“É importante que as empresas tenham um sistema de monitoramento das redes sociais, dos canais internos de atendimento e de sites como Reclame Aqui e o do Procon, para poderem agir antes de a desinformação ganhar escala”, avalia Isabela Pimentel, consultora e autora do livro “Ouvi Dizer: Comunicação integrada como antídoto para boatos organizacionais.
Como a fake news circula num âmbito muito popular, não adianta a empresa se limitar a um posicionamento corporativo. É importante ter uma estratégia de comunicação que integre diferentes canais, respondendo onde o consumidor estiver, seja nas redes sociais, no WhatsApp ou até no rádio e na TV.
— Valor