Gestão de contratos: o que podemos aprender com os alemães

Em Berlim, durante o WorldCC EMEA Summit, uma frase ouvida em uma das sessões resumia bem o que separa o debate europeu do brasileiro: contrato deixou de ser documento de fechamento e passou a ser ativo estratégico.Lá fora, isso já é consenso. Aqui, ainda é exceção.

Pergunte a um executivo brasileiro qual é a alavanca de crescimento mais subexplorada da operação dele. Dificilmente a resposta será “a gestão dos meus contratos”.

E é exatamente aí que mora o problema. Estudos da WorldCC, principal associação global do setor, indicam que empresas perdem em média cerca de 9% da receita anual por falhas na gestão contratual.

Análises mostram que entre 17% e 40% do valor de um contrato pode evaporar ao longo do ciclo de vida por falta de visibilidade, processos fragmentados e decisões tomadas tarde demais.

Não é uma perda contábil que aparece em uma linha do balanço. É um vazamento silencioso, distribuído entre renovações que não acontecem, cláusulas que não são acionadas, descontos que não são reivindicados e riscos que se materializam porque ninguém estava olhando.

E o que se discute hoje na Europa confirma uma virada de mentalidade que ainda chega devagar ao Brasil.

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