Holding Familiar: blindagem patrimonial ou ilusão fiscal?
Criada com a promessa de otimizar a gestão de bens de uma família, a holding familiar se tornou uma das estratégias mais populares de planejamento patrimonial no Brasil.
A ideia de que criar uma empresa para administrar bens seria a solução ideal para pagar menos impostos, proteger patrimônio e facilitar o processo sucessório foi o que ajudou a colocar a estrutura no centro da estratégia sucessória de famílias de alta renda e investidores.
O problema é que, com a popularização do tema, as holdings passaram a ser tratadas como uma espécie de fórmula universal – apesar de estarem longe de ser uma solução automática para todos os casos.
Embora a estrutura possa de fato trazer benefícios importantes, em outros ela pode gerar custos desnecessários ou até mesmo riscos fiscais.
Com o novo modelo tributário, pode haver incidência de tributos sobre consumo quando um imóvel pertencente à holding for cedido para uso de uma pessoa física, por exemplo. Em alguns casos, será necessário cumprir requisitos específicos para evitar essa cobrança.
Holding Familiar: quando a estrutura funciona a seu favor? A proposta do encontro virtual é olhar para além das explicações simplificadas que se multiplicam nas redes sociais para discutir, de forma prática, quando a holding familiar pode ser uma aliada — e quando pode se transformar em custo, risco ou dor de cabeça.
— E-Investidor Estadão