Novo cenário tributário exige planejamento estratégico dos investidores
Desde janeiro de 2026, entraram em vigor no Brasil duas mudanças relevantes na tributação de pessoas físicas: a cobrança de imposto sobre dividendos e a criação do Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). As medidas, que afetam especialmente quem possui rendimentos elevados, já estão provocando debates entre especialistas e exigem maior atenção dos investidores.
O novo modelo prevê a tributação de 10% sobre dividendos distribuídos por empresas, encerrando mais de duas décadas de isenção. Além disso, foi instituído o IRPFM, que estabelece uma alíquota mínima de até 10% para contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil. A lógica é garantir que grandes rendas não escapem da contribuição mínima, mesmo em casos de uso de deduções e planejamentos fiscais.
Especialistas alertam que o impacto pode ser significativo para quem concentra ganhos em dividendos ou possui estruturas complexas de investimentos. O desafio será pensar de forma global, analisando o conjunto dos rendimentos e não apenas cada aplicação isoladamente. Estratégias como diversificação de ativos, uso de previdência privada e reorganização societária podem ajudar a mitigar os efeitos da nova carga tributária.
Para investidores de menor porte, a mudança tende a ser menos sentida, já que a tributação incide sobre valores mais elevados. Ainda assim, é importante acompanhar as regras e avaliar alternativas para manter eficiência fiscal. O momento exige disciplina e revisão periódica da carteira, com apoio de consultores especializados.
Em um ambiente de maior rigor tributário, a palavra-chave passa a ser planejamento. Antecipar cenários, calcular impactos e buscar soluções legais para otimizar a carga fiscal serão diferenciais para preservar rentabilidade e segurança financeira. O investidor que se preparar desde já terá melhores condições de enfrentar esse novo ciclo.
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