Novo recorde de ações após reforma trabalhista é um alerta para empresas se prevenirem
A Justiça do Trabalho recebeu um alto número de processos em 2025. O número se aproxima do registrado em 2017 — ano da reforma trabalhista —, quando foi alcançado o maior volume de ações, com 2,648 milhões de processos. Em 2025, os processos chegaram a 2,321 milhões, superando 2024, quando o Judiciário recebeu 2,134 milhões. Os dados foram extraídos do TST (Tribunal Superior do Trabalho).
O principal fator do aumento exponencial das denúncias é a relativização de alguns temas pelo STF. Luiz cita que a gratuidade da justiça voltou, que os honorários de sucumbência deixaram de ter suspensão e que a parte sucumbente deixou de custear parte das perícias.
Hoje há um risco muito menor para que reclamantes e ex-empregados percam ações na Justiça do Trabalho. Caso isso ocorra, não há responsabilização relevante.
Desde 2021, o burnout passou a ser reconhecido como doença ocupacional. O tema vem gerando uma preocupação muito grande na Justiça e nas empresas. Até maio de 2026, a NR1 passará a implementar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com foco atualizado na saúde mental e nos riscos psicossociais.
Além do dano moral, metas abusivas e burnout passaram a aparecer com frequência nas ações trabalhistas. Esses temas, que eram no passado raros, hoje se somam a demandas mais usuais, como horas extras e pagamento de verbas trabalhistas.
Como forma de mitigar novas demandas, é essencial criar procedimentos internos claros e fortalecer a governança corporativa. O aprimoramento das políticas de recursos humanos e dos controles internos se torna indispensável para garantir um ambiente de trabalho saudável e reduzir riscos jurídicos.
— Poder 360